Santa Casa de Misericórdia de Lins

Data da publicação 17/04/2015



Não tenho a pretensão de explorar a saga histórica das grandes instituições da nossa cidade, já que elas são numerosas e envolvem desde escolas de ensino até unidades do exército, passando por importantes movimentos religiosos e migratórios. Não tenho essa competência toda.

 

Quero apenas contribuir, nesses dias em que Lins comemora 95 anos, para tornar um pouco mais conhecida parte da história de uma instituição que me é muito cara: a Santa Casa de Misericórdia de Lins. É uma escolha pessoal, pois a maioria de nós já viveu momentos de tristeza, mas sobretudo de esperança, naquele local.

 

 

A Santa Casa de Lins surgiu pela ação das apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, que se reuniram para criar uma instituição na área da saúde, uma casa específica que pudesse acolher um número maior de pessoas que necessitavam de atendimento médico.

 

Diante dessa proposta, aconteceu uma assembleia em 1923 com a presença de representantes de vários segmentos da comunidade, tendo nela sido eleito o primeiro provedor da Santa Casa, o Doutor Mário Pinto de Avellar Fernandes, e aprovado o Estatuto, tudo objetivando realizar o projeto de construção na nova casa de acolhimento.

 

O movimento provocou várias reuniões com pessoas e instituições da comunidade, o que permitiu a arrecadação de valores significativos para as obras e, principalmente, a doação de um terreno pelo Coronel João Pinto Ramalho. Então, com a ajuda da população, uma comissão desenvolveu diversas campanhas de arrecadação de recursos, angariando dinheiro, materiais de construção e mão de obra solidária.

 

Assim, graças ao esforço de pessoas e instituições comprometidas com o desenvolvimento da qualidade de vida em nosso município, foram levantadas as paredes e realizada a cobertura. A obra terminou em 1926, dando início à atividade humanitária de recolher e cuidar dos doentes mais necessitados, o que acontece até hoje.

 

O tempo trouxe novas administrações e provedores para o hospital. Todos enfrentaram, alguns com sucesso outros não, momentos de crises provocadas por falta de recursos suficientes ou por deficiência administrativa. A gente, de pouco trânsito na área médica, sempre ouve falar que “a culpa é do SUS”, mas a verdade (a minha, pelo menos) é de que depende das pessoas que lá estão. As pessoas é que fazem as coisas .... ou não fazem.

 

Nenhum cidadão merece ser atendido de forma arrogante. Quem já usou os serviços da Santa Casa mais de uma vez, com certeza enfrentou por lá momentos de “cidadão” e momentos de “marginal”. Sinto e ouço falar que já há boas iniciativas humanizando o tratamento, aos pacientes e aos funcionários da Santa Casa.

 

Como ainda sou muito nova, só posso falar do que se observa mais recentemente. A minha experiência se resume ao acompanhamento de alguns parentes e a uma entrevista dada pelo atual gestor do Hospital: o Frei Josias, da Associação Lar São Francisco de Assis. A minha impressão tem dois ângulos: a melhoria física e qualitativa do Pronto Socorro e a impressão de que a Santa Casa de Lins está a caminho de se tornar um hospital de excelente padrão.

 

Sem desmerecer outras ações de mérito, vejo que essas mudanças positivas estão profundamente atreladas à chegada da Associação Lar São Francisco de Assis ao comando da entidade em 2011, modernizando a aparelhagem médica, reformando parte das instalações e, principalmente, reestruturando o quadro funcional e administrativo da organização.

 

Vale aqui destacar, da entrevista do Frei Josias, que “as pessoas devem ter a consciência de que essa instituição é da comunidade e de que todos têm que zelar por esse patrimônio, pois ele pertence a todos”.

 

Destacou ainda que seu objetivo permanente é melhorar, sempre o atendimento aos pacientes e ressaltou dizendo que para isso ocorra é necessário “cuidar de quem cuida”. É necessário respeitar os funcionários, dando a eles condições físicas e espirituais, para que todos possam compreender a importância de manter um bom relacionamento com os pacientes. Discorreu, neste ponto, sobre ações simples como atenção espiritual, direito a café da manhã e da tarde etc.

 

Feliz por ter constatado esse atendimento humanizado e o desenvolvimento da qualidade de serviços e da responsabilidade social com que a Santa Casa de Lins tem nos orgulhado, quis compartilhar todas estas minhas pequenas impressões.

 

Estas pequenas coisas é que levam a me orgulhar de Lins, e a ter mais esperança de um futuro melhor do que aquele que virou moda apregoar.PARABÉNS SANTA CASA por nos mostrar o caminho que todas as instituições sérias devem trilhar.

 

PARABÉNS LINS POR SEUS 95 ANOS e que todas as merecidas comemorações e promessas sejam um espelho daquilo que a cidade deve ser sempre: um lugar bom pra se trabalhar, um lugar bom pra se conviver com a família e um lugar maravilhoso pra se viver com a qualidade de vida que todos nós merecemos.

 

Fontes de consulta:

Inspiração da minha amiga Nena Gardini.

 

Entrevista com Frei Josias em 15/04/2015, juntamente com a Agente de Inovação Maria Regina Gonçalves Dias.

 

Trabalho de conclusão de curso da ETEC de 2014 – “Humanização Hospitalar: Um estudo de Caso no Hospital Santa Casa de Misericórdia de Lins”, das alunas Gisele, Janaina e Márcia.


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