Adetec Atualiza Comerciantes Para Alto Desempenho no Varejo

Data da publicação 16/03/2016



Pior que não vender é uma venda ruim, segundo Valter Pavão, que ministrou o curso de Finanças Corporativas – precificação para o comércio, no período de 29 de fevereiro a 02 de março, na Incubadora de Empresas.

 

Curso com o foco na prática de preços compatíveis com o mercado local, importância de monitorar preços da concorrência, regras básicas para baixar ou subir preços (calibragem) e redução de custos operacionais.

 

Pavão, é professor universitário, há 10 anos é consultor de finanças na Incubadora de Empresas. Prestou consultoria a praticamente todas as instituições do SEBRAE no Estado de São Paulo, no mesmo período de tempo. Acredita que é necessário mais empenho dos empresários em profissionalizar suas ações de gestão na área de finanças, também.

 

 

“O nosso foco é saber o preço de custo, para não ocorrer distorção no preço de venda. Muitos praticam preços em que a margem de lucro é seguramente anulada”, instrui.

 

“É preciso um ponto de equilíbrio. Muitos vendem com margem negativa e não sabem, não calculam corretamente. Quem tem comércio dentro de casa deve colocar tudo no papel. Todos os custos devem ser classificados igualmente. É preciso estar atento à concorrência, mas de acordo com o perfil local onde está inserido o seu negócio. É fundamental buscar referência continuamente”, indica.

 

“Ainda temos os amadores que atrapalham o bom andamento do comércio. Entram, decretam falência, mas de novo aparecem outros. Assim sucessivamente”, aponta.

 

Fábio Simplício da Silva, há 4 anos com o comércio de confecções participou com objetivo de afinar seu conhecimento. “Já faço corretamente a precificação na loja, mas é preciso aperfeiçoar, manter contato e atualizar". Explica.

 

Bruna Antunes, fisioterapeuta, após a gravidez dedicou-se ao comércio virtual. Está há 4 anos no ramo de artesanatos, deseja ampliar as suas atividades com segurança. “Tinha dificuldade para valorizar e calcular o preço dos meus produtos. Agora vou mudar o jeito de por no papel e computar tempo, energia e aluguel, mesmo trabalhando em casa”, ressalta.

 

Paulo Montalvão, experiente profissional que já passou pela fase de incubação, buscou no curso a atualização. “Muitas mudanças no cenário econômico pode colocar o profissional em cheque. É concorrência local, internet e outras mudanças que nos deixam inseguras. Mesmo com quase dez anos como empreendedor é preciso focar mais e se aperfeiçoar”, esclarece.

 

 

O principal compromisso hoje da ADETEC é promover ambiente propício a essas atividades, mas a visão de longo prazo é mudar a realidade econômica da região, migrando de atividades industriais altamente demandantes de energia e recursos naturais, para negócios mais contemporâneos, demandantes de inteligência, ciência e tecnologia.

 

A Incubadora de Empresas/ADETEC oferece ambiente propício para atividades com visão a longo prazo, a fim de melhorar o desenvolvimento econômico da região. O curso, especificamente, faz parte das ações de apoio ao desenvolvimento do comércio local.

Marcelo Gomes

Formado em Jornalismo e Comunicação Social. Atualmente presta serviços à Incubadora de Empresas.

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